16/02/2026

Livro sobre o Guizande Futebol Clube


Conforme tenho partilhado na rede social Facebook, no grupo privado "Guisande: Ontem e hoje", está em processo de impressão o livro que escrevi sobre a história do nosso clube.

Numa etapa do processo, já tenho o livro de prova em mãos. Um livro de prova serve para avaliar de forma física os aspectos do livro, desde os acabamentos aos aspectos gráficos e mesmo revisão ou correcção de erros e imprecisões detectadas numa análise e leitura atenta quanto possível.

Mesmo assim, a erradicação do erro é uma tarefa quase impossível, sobretudo num livro com 322 páginas. Mas creio, no geral, o resultado final não desmerecerá. Ademais, só não falha nem erra quem nada faz.

Posto isto, só para partilhar que o processo está em andamento e se nada de imprevisível ocorrer, teremos, eu e o clube, o livro em mãos lá para o final do mês.

Depois o processo seguirá à responsabilidade do clube que, querendo, organizará a sessão pública da sua apresentação e fará a sua venda colhendo todos os proventos.

Vamos, eu e aqueles que têm algum interesses por estes coisas (e muitos não terão), aguardar o curso do proceso que, acreditem, é trabalhoso, cansativo e de responsabilidade.

Felizmente, quer por parte do clube, quer por parte de quem vai suportar os custos da publicação, e que a seu tempo e no local próprio serão divulgados, a coisa torna-se mais incentivadora.

Para já, para não quebrar algum efeito de surpresa, fica aqui apenas um vislumbre da coisa.

A ilustrar a capa do livro, uma fotografia de uma das boas equipas de meados da década de 1980.

Facebook - Grupo privado "Guisande: Ontem e hoje" - Regras

 


OBJECTIVOS E REGRAS DO GRUPO FACEBOOK "GUISANDE: ONTEM E HOJE"

OBJECTIVOS:

- Dar a conhecer, valorizar e partilhar coisas relacionadas ao passado da nossa freguesia e paróquia, nomeadamente do seu património colectivo, material e imaterial, e suas gentes.

Também lugar a coisas do presente, mas preferencialmente enquadradas nesse contexto de ligação ao passado. Não obstante, por princípio, e mesmo que eventual e excepcionalmente e sempre que o administrador considere relevante, não pretende ser um espaço de notícias ou divulgação de acontecimentos do dia-a-dia. Para isso há outros espaços abertos, incluindo na minha página pessoal. Não é um espaço institucional pelo que não tem quaisquer obrigações nesse contexto.

REGRAS:

1-Grupo pessoal, privado, aberto a guisandenses, naturais ou residentes ou com ligações familiares justificadas.

2-O Administrador poderá aceitar membros não guisandenses, se por si reconhecidos e que comportem mais valia.

3-Reserva de admissão e moderação de publicações e comentários.

4-Não se aceitam comentários descontextualizados e desrespeitosos com o autor ou membros do grupo.

5- Não se aceitam publicações fora do objectivo do grupo nem promoções e publicidade a negócios.

6 - Por princípio as publicações estão reservadas apenas ao Administrador. Eventuais partilhas de assuntos ou documentos dos membros serão bem-vindas, mas deve ser solicitadas previamente por Mensagem Privada.

7-A adesão ao Grupo implica a total aceitação destas regras e outras complementares

Nota: O Facebook tem limite de caracteres no texto referente às descrição das regras dos grupos, por isso aqui se complementam, com outros princípios que devem ser respeitados:

A - Todos os membros têm direito a reagir, comentar de forma contextualizada a cada artigo ou assunto, mas sempre num registo construtivo, de complementaridade, cordial e respeitoso.

B - Comentários despropositados, irónicos, com sarcasmo, indelicados ou contundentes, podem ser eliminados e os autores suspensos ou desvinculados do grupo, mesmo sem aviso prévio.

C - O administrador quando publica determinados assuntos, nomeadamente sobre pessoas e dados familiares numa perspectiva documental e genealógica, não tem que ser exaustivo ou com qualquer outra obrigação, já que cada artigo ou apontamento resultam da sua vontade, da sua disponibilidade, memória, conhecimento e detenção de dados. Por conseguinte este grupo não é um arquivo nem uma biblioteca.

D - O administrador, susceptível a lapsos ou falhas, está naturalmente receptivo a sugestões de correcção de erros, de informações incorrectas ou gralhas, desde que feitas de forma construtiva e respeitadora.

E - Quem depois de ter aderido, saír e desvincular-se de livre vontade e por iniciativa própria, não voltará a ser admitido, mesmo que volte a pedir a adesão. Qualquer excepção tem de ser devidamente fundamentada e previamente aceite.

Estas regras, creio serem legítimas, equilibradas e de bom senso comum. Naturalmente que ninguém é obrigado a concordar com elas, pelo que nesse caso, não concordando, será preferível desvincularem-se do grupo ou nem aderirem.

Merdificação e trends

Nestes tempos em que a "merdificação" das redes sociais é ponto assente, começo a pensar nas vantagens dos poucos que, não tendo qualquer montra digital, não têm as suas vidas expostas, escarrapachadas aos olhares curiosos e escrutinadores dos demais. Assim, fora do universo familiar próximo e do círculo limitado de amigos, ninguém tem de saber em que dia fazemos anos, onde vamos passear, comer ou divertir-nos. Ninguém precisa de saber se temos cães ou gatos, qual o nosso clube ou o nosso partido e posicionamento político.

Num tempo em que a privacidade quase não existe, cultivá-la e preservá-la é um bem inestimável e já uma raridade. De facto, tendo eu próprio esta página numa rede social,  e dispenso todas as demais, por falta de tempo ou "pachorra" para instagrams, tiktoks, xis e afins, começo a medir as vantagens de estar "in" ou "out", dentro ou fora. E estando dentro, pelo menos em grupos privados e com algum controlo sobre trolls.

Na essência, enquanto ferramenta, as possibilidades das redes sociais, como o Facebook, são positivas  e até excepcionais. Não obstante, pouco ou nada é usado nesse sentido. Exceptuando poucos bons exemplos, no geral é uma quitanda de banalidades, laranjas sem sumo. É gente a alinhar em trends, marias a irem com as outras, a exibir egos redondos e vaidadezinhas;  são cães e gatos desaparecidos, a constatação óbvia de que está a chover ou a dar sol, o Manel e o Tono a destilarem ódio contra o Ventura, o Chico e o Quim contra o Montenegro, o Zeca contra o Sócrates e amigos do sistema; o Mário e o Mariano a mostrarem as entradas a matar dos jogadores do Benfica contra o Porto e vice-versa, ambos a reclamam roubos, bandalheiras, favores e desfavores da arbitragem. Enfim, um micro-cosmos fiel da sociedade.

Sem moralismos, mas numa reflexão que a todos deve importar, talvez valha a pena fazermos um esforço para usar estes espaços virtuais a favor de coisas que realmente interessem: sem alinhar em tendências infantis, sem ruído e inutilidades, com mais foco naquilo que realmente somos e temos de positivo, na arte, na cultura, no bem fazer social e comunitário, no que é natural e não artificial. 

Difícil? Concerteza que sim!

10/02/2026

PDM - Em discussão - Um plano castrador, um mapa verde mas sem esperança

 

Depois de vários anos de atraso, a proposta de 2.ª revisão do PDM - Plano Director de Santa Maria da Feira, está em período de discussão pública, que decorre de 13 de fevereiro a 27 de março. O município já promoveu uma sessão de esclarecimento, em 5 de Fevereiro, em Lourosa, e tem agendada uma segunda para amanhã, dia 11, no auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira,  às 20h30.

Comparativamente à versão em vigor, desde 2015, com as sucessivas actualizações por adaptação, nomeadamente de 2021, a actual proposta, parece-me, é penalizadora, diria mesmo, castradora.

Numa altura em que está na ordem do dia a falta de habitação, e logo espaços para a fomentar, para a nossa freguesias são reduzidas as zonas urbanas.  E de forma incompreensível, já que essas reduções ocorrem em arruamentos principais da freguesia, centrais, e alguns deles dotados com todas as infra-estruturas. Onde hoje é possível edificar, depois da alteração deixará de o ser.

É a todos os níveis um paradoxo porque confrontado com a crise na habitação até foi feita uma Lei dos Solos que permite em determinados contextos e condições o uso de solos rústicos para habitação. Ora, então, porquê estar a fazer o contrário, desclassificando urbanos para rurais? A supressão de espaços urbanos à face da Rua Nossa Senhora de Fátima, entre a Gândar e Fornos, Rua Cónego Ferreira Pinto (entre a Farrapa de Cima e Farrapa de Baixo, e Rua do Viso, ainda Rua da Estrada Velha, do lado norte, etc, são alguns dos exemplos. 

Resulta daqui o óbvio, a freguesia fica castrada nas possibilidades de crescimento futuro e não tarda a não haver terrenos disponíveis para edificação. Parece-me, pois, a todos os níveis, um plano penalizador, que acentua o atraso desta região do nordeste do concelho.

Não sei o que pensa fazer a nossa Junta de Freguesia nesta curta janela de oportunidade, mas importaria que ainda fosse capaz de propor a reversão de algumas situações, nomeadamente aquelas mais flagrantes e descaradas sob um ponto de vista de bom senso e razoabilidade. 

Não obstante, não custa a acreditar que já de pouco valerá, porque na sua larga maioria, as propostas que ao longo dos tempos foram apresentadas, foram desconsideradas, porventura nem apreciadas.

Estamos, pois, condenados à habitual indiferença e certas palavras que se fazem ouvir e imprimir em altura de eleições traduzem-se em meras banalidades, ocas, sem qualquer consequência.

Somos, assim, um mapa muito verde mas sem esperança.

09/02/2026

Presidenciais 2026 - 2.a volta

 


Para quem gostava de comer bifes, um capão, cabrito ou polvo, o menú apresentava apenas pescada e petinga. A fome obriga a escolhas e quando não se tem cão caça-se com gato. 

Nesta analogia, e neste contexto culinário, porque a política tantas vezes não passa de mestres da culinária a darem receitas, cujos resultados nem sempre funcionam, o povo, aquele que se dispôs a votar, como eu, teve de escolher entre pescada e petinga. Alguns, poucos, nem uma coisa nem outra, e limitaram-se a comer as azeitonas e tomar café.

No final, ganha sempre a democracia e só os iluminados que a viam em perigo é que devem ter saído do restaurante de barriga cheia, mesmo a abarrotar. Em todo o caso, para a eleição de um presidente que pouco mais é que uma figura decorativa, António José Seguro, das opções a sufrágio, era o que mais se adequava. 

Não será o presidente de todos os portugueses, porque uma boa fatia da população não o escolheu por verdadeira convicção, mas será, seguramente, dos que o elegeram.  Será, assim, também o meu presidente.

02/02/2026

Nota de falecimento - Maria Alice da Silva


Faleceu Maria Alice da Silva, de 88 anos de idade. Nasceu em 30 de Abril de 1937.

Conhecida como "Alice do Neto", era natural da Barrosa - Guisande, e encontrava-se há bastantes anos no Lar em S. Paio de Oleiros. Tardiamente viveu durante alguns anos com José Correia, na Rua Jardim de Infância, lugar de Fornos, sendo que de tal união não houve filhos.

As cerimónias fúnebres serão amanhã, Terça-Feira, 3 de Fevereiro de 2026, com funeral pelas 11:00 horas na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar no cemitério local.

Missa de 7.º Dia na próxima Sexta-Feira, 6 de Fevereiro, pelas 18:30 horas na igreja matriz de Guisande.

Sentidos sentimentos a todos os familiares. Que descanse em paz!

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A Maria Alice era filha de Delfim Alves da Silva e de Amélia da Conceição. Tem uma irmã, ainda viva, a Maria Angelina, nascida em 7 de Novembro de 1938, viúva de Manuel Ferreira Linhares, este que faleceu em Maio de 2020. 

A Maria Alice era neta paterna de António Alves da Silva e de Margarida Rosa de Jesus, esta de Duas Igrejas. Era neta materna de Joaquim Alves Santiago e de Maria Joaquina da Conceição.

Era bisneta pelo lado paterno de Manuel Alves da Silva e de Maria Jesus Soares, esta de Fiães, e de António Ferreira de Passos e de Rosa Maria de Jesus, de Duas Igrejas.