19/10/2026
Azedume
Casou-se, quem diria?
Porque não convidado,
É o que por aí se diz;
O que é que lhe diria,
Mesmo que ignorado?
Pois...que seja feliz!
Mas começa mal, acho,
Que uma nova vida
Se pinte neste negrume
Num sentimento baixo
De alma ressentida
A exalar azedume.
Mas a vida é mestra,
O tempo professor,
Há muito a aprender.
Tudo o que não presta
É de baixo valor,
Incapaz de crescer.
18/10/2026
16/10/2026
15/10/2026
14/10/2026
Apontamentos - 002
A Associação Cultural de Guisande "O Despertar" marcou toda uma época, que abrangeu quase três décadas. Foi o símbolo de uma freguesia com uma juventude dotada de espírito de iniciativa, onde muito se fez com tão pouco.
Simultaneamente, num claro paradoxo, é agora e há já alguns anos o reflexo da estagnação e de novas gerações que, salvo raras exceções, revelam pouco interesse pelo passado, presente e futuro da comunidade, assistindo-se a um esbatimento progressivo do espírito comunitário.
É algo que surpreende, sobretudo numa época em que os recursos técnicos e tecnológicos ao dispor do associativismo nunca foram tão férteis. Por exemplo, no passado, a freguesia foi capaz de fundar e manter um jornal local quando quase tudo se fazia de forma manual, recorrendo a máquinas de escrever básicas e a métodos de impressão rudimentares. Hoje em dia, com computadores, sistemas de impressão de grande qualidade e até o apoio da inteligência artificial, nada de semelhante se realiza.
Resta-nos sempre a esperança de que as coisas melhorem e de que surja gente — sobretudo mais jovem — com ideias, capacidade e vontade. Infelizmente, no entanto, não se vislumbram motivos para alimentar essa crença, por mais ténue que seja.
Oxalá tudo isto não passe de um certo pessimismo e venha a ser desmentido pela realidade.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











