" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

23/04/2026

Dia Mundial do Livro - Também dos meus


Hoje, 23 de Abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro. Que seja "Mundial" ou "Internacional", é uma data significativa pelo que representa.

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor foi instituído pela UNESCO em 1995. Esta data tem como objectivo central o reconhecimento do livro como um instrumento fundamental para a educação e o progresso cultural.

O foco primordial da data é incentivar o hábito da leitura em todas as faixas etárias, destacando o prazer da descoberta literária. Em 2026, as iniciativas em Portugal, coordenadas pela DGLAB, sublinham a leitura como um acto de liberdade, cidadania e democracia, integrando as comemorações dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa.

O dia serve para reafirmar o papel dos livros como meios insubstituíveis da transmissão de património cultural e informação, desenvolvimento intelectual, expansão de horizontes e combate ao isolamento social e reforço de laços interpessoais.

Não sou, de todo, escritor ou autor, mas modestamente já tenho três livros publicados, um deles recentemente apresentado e que está à venda pelo Guizande Futebol Clube, já que é a esta instituição que é dedicado e os ganhos com a venda servem para ajudar as suas actividades e obras nas instalações desportivas do Campo "Oliveira e Santos".

Apesar disso, escrever e publicar um livro não é apenas um exercício de vaidade mas antes uma consequência de quem cultiva a escrita, a língua  e a literatura. Se para muitos e talentosos escritores é um modo de vida, para pequenos e insignificantes  autores, como eu, que apenas publicam em edições de autor, é um exercício de alguma loucura e gastos que pouco compensam com pequenas edições. As editoras comerciais não apostam em que não tem nome, eventualmente até aceitando publicar mas com condições que se resumem a dar um chouriço para receberem um presunto "pata negra".

Dos meus três livros, o primeiro, "Palavas Floridas", com poemas, contos e textos, foi literalmente para oferecer a familiares e amigos, por isso sem ganhar um tostão. O segundo, de literatura infantil, vendi a pouco mais de preço de custo e desse valor ofereci 2 euros à UNICEF para campanhas de apoio às crianças do "corno de África". Algumas entidades de poder local comprometeram-se a apoiar, adquirindo algumas dezenas de exemplares para a rede de escolas e bibliotecas, mas tal não passou de uma promessa por cumprir. Sem ssupresas!

O terceiro, ainda fresco e recentemente apresentado (10 de Abril), é um conjunto de apontamentos sobre a história do  Guizande Futebol Clube, que o está a vender pelo que a totalidade dos lucros com a venda são para a colectividade. Uma vez  mais, trabalho e alguma despesa sem qualquer ganho, mas no que é um orgulho poder ajudar, juntamente com quem apoiou nos custos da publicação. Como reconhecimento, do poder local municipal ninguém a representar, mesmo que com convite prévio. Sintomático!

Por conseguinte, para os insignificantes autores como eu, vai valendo a loucura e a vontade de fazer alguma coisa, mesmo sem nada esperar. Tenho mais três projectos, um deles já em escrita avançada, dedicado à capela do Viso e à sua festa. Uma vez mais com foco nas coisas da freguesia. Ainda um outro, uma monografia geral sobre a freguesia nos seus diferentest aspectos, que praticamente está escrita. Ainda um segundo livro de poemas e contos "Palavras despidas".

São projectos, com  vontade e já com escrita adiantada, mas confesso que ainda sem saber quando verão a luz do dia. Estas coisas, para além do tempo e cansaço, custam dinheiro, cada vez mais, e não sou pessoa de pedinchar, sobretudo a quem tem obrtigação de apoiar sem restrições. Seja como for, venham, ou não, a ser publicados, uma vez mais o objectivo não será ganhar dinheiro. Quando muito a vender a preço de custo para mitigar o prejuízo.

Posto isto, importa valorizar o Dia Mundial do Livro e dar importância ao que lhe dá substância, os autores, os livros e o que neles se imprime, sobretudo quanto temas que são uma forma de valorizar a nossa freguesia, os seus valores, passados e presentes.

21/04/2026

Comissão de Festas do Viso - 2026 - 1.ª Noite da Francesinha


A diligente Comissão de Festas do Viso - 2026, promoveu neste Sábado, 18 de Abril, a partir das 19:30 horas, no Centro Cívico no Monte do Viso, a sua 1.ª Noite da Francesinha. Os lugares estavam sujeitos a reserva e a participação excedeu as expectativas. Aqueles que deixaram para a última hora já não conseguiram lugar. Por conseguinte, foi excelente a participação.

Quanto à "francesinha", para o meu gosto e dos que com quem falei, esteve excelente, saborosa e equilibrada nos sabores e no picante.

Parabéns, pois, à Comissão de Festas e aos que colaboraram para este jantar, mas de modo particular ao pessoal que a confeccionou. 

Sabemos que é um prato trabalhoso de confeccionar, com preparação e montagem de vários ingredientes, para além do sempre importamte molho, mas pela qualidade ficamos à espera da segunda noite.


O Macaco Nu - Desmond Morris


Aos 98 anos morreu Desmond Morris, autor do célebre livro “O Macaco Nu”.

Publicado originalmente em 1967 pelo zoólogo e etólogo Desmond Morris, "O Macaco Nu" (The Naked Ape) é uma das obras de divulgação científica mais influentes do século XX. O livro analisa o comportamento humano sob uma lente puramente biológica e evolutiva, tratando o Homo sapiens como uma espécie animal entre as outras.

Morris define o ser humano como o "macaco nu": um primata que, por razões evolutivas, perdeu a pelagem corporal. Ao longo do texto, ele ignora as explicações culturais ou religiosas habituais para o comportamento humano, focando-se em instintos herdados que partilhamos com outros animais ou que desenvolvemos para sobreviver na savana.

O autor descreve a transição do antepassado humano de um recolector de floresta para um caçador-recolector em campo aberto. Esta mudança evolutiva conduziu a uma postura erecta para avistar presas e predadores; A perda de pelo para facilitar a regulação térmica durante perseguições longas; Desenvolvimento cerebral para criar ferramentas e estratégias de grupo.

O livro divide-se em capítulos que analisam as funções vitais do "macaco nu":

Sexualidade: Morris argumenta que muitas características sexuais humanas evoluíram para fortalecer o vínculo do casal, garantindo que o macho permanecesse presente para ajudar a cuidar da prole, que nasce extremamente dependente.

Criação: A análise do instinto materno e da necessidade de um período prolongado de aprendizagem infantil.

Agressividade: O autor explora como o comportamento territorial e a hierarquia de dominância (comum em primatas) se manifestam na sociedade moderna e na guerra.

Alimentação e Higiene: Como os nossos hábitos de consumo e cuidados corporais ainda refletem rituais de grupos sociais primitivos.

Uma das teses centrais do livro é que, embora vivamos em cidades tecnológicas, o nosso "equipamento" biológico e instintivo permanece o de um caçador da Pré-História. Morris alerta que ignorar a nossa natureza animal e os nossos limites biológicos (como a sobrepopulação e o stress territorial) pode colocar em risco a sobrevivência da espécie.

Na época do seu lançamento, o livro foi controverso por desmitificar a "superioridade espiritual" humana e por dar grande ênfase à biologia sexual. Hoje, embora alguns dados da antropologia tenham sido actualizados por descobertas mais recentes, permanece um marco por ter popularizado a ideia de que a nossa biologia molda a nossa cultura de formas mais profundas do que gostamos de admitir.

20/04/2026

Livro sobre o Guizande F.C. - Errata

No contexto editorial, uma errata é uma lista de erros detectados em uma obra após a sua impressão, acompanhada das devidas correcções. Ela funciona como um anexo rectificativo para garantir a precisão das informações sem a necessidade de descartar a tiragem já produzida. A errata é, assim, utilizada para corrigir falhas que podem comprometer a interpretação do texto ou a exactidão de dados e informações.

Para cumprir os seus objectivos, a errata deve ser integrada no livro, antes deste ser distribuído, como uma página extra ou um separador.

No caso do meu recente livro "Guizande Futebol Clube - Apontamentos para a sua história", por motivos práticos, optei por não o fazer, na certeza, porém, de que após uma leitura atenta, encontraria sempre um ou outro lapso, gralha ou erro, de dados, de gramática, de vocabulário ou de contas, etc. Infelizmente, numa publicação com edição de autor, em que por questões de economia se opta por fazer todo o trabalho, incluindo o de revisão, já que para entregar esse serviço a alguém que o faz de forma profissional custaria bastante, há que se correr alguns riscos. E assumindo-os, até de antemão, sempre alertei, mesmo no próprio livro, que isso poderia acontecer.

Neste contexto, vou anotando aqui, com actualizações caso se justifiquem, alguns lapsos, gralhas ou erros detectados: Seguem os que para já foi possível detectar:

Na página 260: No apontamento biográfico sobre o Manuel Rodrigues de Paiva, primeiro presidente do clube, a indicação de ter 89 anos quando faleceu, está incerta. Na realidade tinha 79 anos, a caminho dos 80, pois nasceu em 20 de Novembro de 1942 e faleceu em 27 de Janeiro de 2021. Ou seja, as datas de nascimento e de falecimento, indicadas no livro, estão correctas e, por conseguinte, desmentem por si o lapso da idade, mas de facto, na revisão, não consegui notar o erro entre o 7 e o 8 na indicação das dezenas.

Na página 61: No apontamento sobre o falhado campo de jogos em Casaldaça: No título do parágrafo é indicado "Sinal de 200 contos"  e depois no texto é referido que o clube sinalizou a compra do terreno à família de Abel Correia Pinto, por 500 contos, com um pagamento de 20%, por isso de 100 contos. Por conseguinte a referência a 200 contos está desadequada. Todavia, isto resultou da reprodução de conteúdo do jornal "O Mês de Guisande" que também tinha essa imprecisão e que por lapso também me passou na revisão.

Todavia, tal como na falha acima referida quanto à idade de Manuel Rodrigues de Paiva, também neste assunto é feita referência a 100 contos como 20% de 500 contos, o que também ajuda a corrigir o erro do título do parágrafo.

Na parte superior da pagina 65, a questão do valor do sinal é novamente abordada, mas aqui uma confusão que de facto aconteceu mesmo na época, já que do valor de 100 contos pago como sinal de compra, na Assembleia de Freguesia foi informado que havia sido devolvido o sinal no valor de 115 contos. Como ficou escrito no livro, essa diferença não foi devidamente percebida pelo que se deduz que terá sido uma compensação, mesmo que por regra a devolução do sinal deveria ser em dobro se numa situação de imputabilidade a quem desiste do negócio. Ora no caso, a família desistiu do negócio mas alegando incumprimento de uma das condições pela outra parte, o clube, embora este dependente da Junta de Freguesia.

Na página 67, ainda à volta das considerações sobre o assunto do falhado campo de jogos em Casaldaça, na parte de texto da terceira linha do parágrafo com o título "Prejuízo para a freguesia?", em que se lê "...poderiam aqui mencionados alguns intervenientes", deverá ler-se "poderiam aqui ser mencionados alguns intervenientes". Ou seja, escapou-se o verbo "ser".

Em resumo, conforme for detectando alguns lapsos, esperando que não muitos nem significativos, actualizarei aqui.


19/04/2026

Livro sobre a capela do Viso e sua festa - Pedido de material

 


Publicado que foi o livro de apontamentos sobre a história do Guizande Futebol Clube, estou já com outro livro em processo de escrita. Desta vez será relacionado à nossa capela do Viso e sua festa.

Naturalmente que já disponho de muito material para pesquisa e conteúdo. Apesar disso, lanço o pedido para que alguém que tendo feito parte da festa, da comissão de festas, ou familiares, e que tenham por casa algum material relacionado, como documentos, fotografias, cartazes, programas, panfletos, contas, etc, etc, será importante que o partilhem comigo até porque ainda há muita coisa em falta, nomeadamente de cartazes com os programas de anos mais recuados. Podem igualmente informar em que ano fizeram parte da Comissão de Festas e quem foram os colegas, nomeadamente quanto às mordomas, pois quanto às mulheres as informações que disponho são menos do que relativamente aos homens. Todas as informações ou memórias relacionadas são importamtes.

Agradeço que partilhem este pedido de modo a que chegue a mais guisandenses e desse modo se aumente a possibilidade de se encontrar informações que possam enriquecer o ivro o qual pretende documentar, tanto quanto possível, estes dois importantes elementos da nossa freguesia.

Pés ao caminho - Pela Freita num dia de Primavera















18/04/2026

84 Primaveras num dia de Primavera



Neste 18 de Abril de 2026, um dia digno de Primavera, completou a minha mãe 84 delas. Uma vida sofrida, dura, sem infância e a ser mãe aos 18, mesmo assim foi sempre mãe coragem, seio de uma ninhada de 8 filhos, 5 rapazes e 3 raparigas, que cuidou com desvelo e amor, mesmo perante muito trabalho. Se mais não deu, mais não tinha. Mas aos 84, mesmo com o raio das pernas a não permitirem um pouco mais de conforto e alegria, mesmo assim, ainda consegue ter a lucidez e um sorriso bastante a agradecer o dom da vida.

A sua maior prenda seria a possibilidade de continuar na sua horta, a mexer na terra, a semear, plantar, regar, cuidar e colher, porque nisso, tal como a muitas outras mulheres da nossa aldeia, se resume toda a vida e viver: Criar, cuidar e colher. Ver nascer e crescer.

Na imposssibilidade física de voltar à horta, ao quintal, ofereceram-lhe as netas uma horta doce, e no meio dela o seu boneco, a cuidar.

Eugénia Fonseca, Deus lhe conserve esse sorriso até quando quiser e que mais primaveras, solarengas, possa contar.