" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

20/07/2026

Quem não é para comer...

 


Ontem fiquei triste. Vá lá, desapontado. Não por mim, mas por aquele conjunto de festeiros que tem trabalhado de forma incansável em diversas iniciativas para angariação de receitas para a nossa festa em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, festa de Guisande, que se realiza no Viso. 

Havia almoço disponível por 15 euros, com boas entradas, massa  à lavrador (massa à bolonhesa para menu infantil), duas bebidas, fatia de bolo, com várias opções, e café.

É certo que alguns almoços foram levados para casa, mas a participação no local ficou muito abaixo do que se esperava, pelo que a receita, presumo, não terá coberto as despesas. 

De facto é triste e desmotivador que, mesmo já a apenas a duas semanas da festa, a freguesia, a comunidade, uma vez mais não tenha correspondido num evento que se pretendia de apoio mas também de convívio à mesa. Talvez no dia da festa haja fotografias nas redes sociais a reclamar orgulhosamente frases como orgulho, tradição, fé e bairrismo, mas a avaliar pelo evento de ontem, nem uma coisa nem outra. Como diz o outro, nem para comer a malta deu sinal positivo.

Bem sei que para alguns, habituados a coisas finas na mesa aos Domingos, franziram a testa e torceram o nariz à ementa, mas quem não gosta de uma massa à lavrador, ainda por cima para uma boa causa, nunca soube o que é trabalho. 

Enfim, é o que é, e temos de respeitar porque hoje em dia anda toda a gente assoberbada com opções, mas que não ajuda nem motiva, isso não. Eu próprio não terei participado em todas, é certo, mas há algumas em que, pelo seu simbolismo e importância, seria importante que a comunidade no geral desse um bom sinal de apoio.

Apesar de tudo, a Comissão de Festas certamente levará a sua avante, até porque já na recta final e com o programa definido, e daqui a poucas semanas passará o testemunho com o sentido de orgulho e dever cumprido, mas o apoio da comunidade deveria ser mais participado e não apenas vir à festa no dia pagar a nota de vinte e beber um copo. 

Parabéns à equipa que esteve no local, dinâmica, simpática e esforçada. É gente dessa fibra que precisa a nossa maior festa, mesmo que com uma comunidade que nem sempre apoia, nem sempre participa. 

Já tivemos melhores dias! Pois já!

19/07/2026

Haja fé em quem não tem boas maneiras

 


Não deixa de ser irónico, e até paradoxal, que uns certos elementos gráficos pendurados pelas nossas caixas-de-correio, a sensibilizar as pessoas para a questão ambiental, numa campanha designada "Ter boas maneiras", acabem, pela sua particularidade, em cair, e até mesmo ser sacudidos pelo vento e andar por aí, às dezenas, espalhados pelo chão como mais um elemento de poluição.

De boas intenções está o inferno cheio e parece-me que não é com este tipo de campanhas que a coisa vai lá. Basta ver a constante situação de badalhoquice ao redor dos ecopontos, etc. Por mais que se apele ao cumprimento das regras cívicas e que se ameace com coimas, nada resulta e os locais continuam sempre sujos, cada vez mais, a que se alia a incapacidade dos serviços numa recolha regular. Qualquer efeito e sensibilização terá de começar pela escola, desde pequeninos, e ainda assim é precisa uma boa dose de fé no futuro. As escolas já são tudo menos modelos de disciplina, e não se podem impor boas maneiras, e depois em casa, muitas vezes, a tendência é piorar.

Sei que será uma visão pessimista, será (problema de quem já viu muito mais do mesmo), mas, infelizmente, real. Por conseguinte, este tipo de campanhas acabam, até, como se vê, por ter efeitos nefastos. Mas alguém ganhará, certamente, pelo menos a gráfica e os carteiros.

Mas, mais uma vez, vamos pensar que vai valer a pena e milagrosamente as pessoas vão passar a ter "boas maneiras! só porque receberam o recado nas caixas-de-correio.









18/07/2026

Matiné Dançante - Monte do Viso

 






16 de Julho de 2026 - Monte do Viso

Matiné Dançante, que reuniu várias dezenas dos nossos seniores.

Alegria animação, dança e exercício.

Envelhecer com qualidade.


Fotos: Francisco Rocha

16/07/2026

Nomeações de párocos - Pe. Cláudio Silva em Guisande, Pigeiros e Caldas

 


No seguimento da decisão do Sr. Bispo do Porto, D. Manuel Linda,  em mudar o Pe. António Jorge para novas paróquias, da Vigararia de Paços de Ferreira (Arreigada, Ferreira e Frazão), foram já feitas as novas nomeações. Assim, para a nossa comunidade inter-paroquial, teremos o Pe. Cláudio Manuel Pereira Vieira da Silva, que deixa as paróquias de Alpendurada e Matos, Eja, Torrão e Várzea do Douro, da zona de Marco de Canevezes.

Nasceu em 02/01/1988 e foi ordenado em 13/07/2014. Tem, pois, 38 anos de idade.

Por minha parte, conforme já o disse e escrevi, lamentei e fiquei profundamente decepcionado com a decisão do Bispo, que considero injustificada, interrompendo um ciclo de apenas cinco anos que começava a dar notórios frutos e num contexto em que se registava uma positiva ligação do pároco às suas comunidades e vice-versa. Entendo, na minha humilde opinião, que nomear por nomear, nem sempre com critérios entendíveis, não me parece que seja a melhor forma de fazer crescer as comunidades e de as sedimentar. Mas lá terá as suas razões o Bispo, mas que, naturalmente, nunca as justifica às comunidades, as quais são parte a ficar sempre de fora da decisão destas mudanças.

Todavia, consumada e oficializada a decisão e a respectiva mudança, expresso sinceros votos de sucesso pastoral e espiritual para ambos e que possam servir em plenitude a Igreja e suas comunidades e que aos anseios das mesmas correspondam. 

Serão, pois,  novos ciclos para o Pe. António Jorge, para o Pe. Cláudio Silva, para as comunidades em causa e, já agora, também para mim. 

foto: Agência Ecclesia/LJ

Nota de falecimento - Luísa Francisca

 


Faleceu Luísa Francisca, de 83 anos. Natural de Fermedo - Arouca, serviu durante vários anos a Casa do Ferreiro, na Leira. 
Funeral amanhã, Sexta-Feira, 17 de Julho de 2026, pelas 16:00 horas, com cerimónias fúnebres na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar no cemitério da freguesia de Fermedo.
Missa de 7.º Dia no Sábado, 25 de Julho, pelas 19:30 horas na igreja matriz de Guisande.
Sentidos sentimentos a todos os familiares e particularmente à Marina, ao Manuel e à Carolina, sua "família de coração".
Que descanse em paz!


14/07/2026

Tempos estranhos estes


Vivemos tempos de profunda estranheza, nos quais a realidade parece redefinir-se a um ritmo quase irreconhecível. Este fenómeno, longe de ser exclusivo de Portugal, estende-se à escala global e manifesta-se de forma evidente no nosso quotidiano. A linha que outrora separava o expectável do invulgar tornou-se ténue, diluindo-se num degradê de constantes transformações.

A própria composição das selecções nacionais de futebol, como as de França, Suécia, Suíça ou Noruega, espelha esta mixórdia demográfica e cultural que reina na velha Europa. Para uns, esta diversidade representa o resultado inevitável de uma complexa transição multicultural na Europa moderna; para outros, constitui uma evolução enriquecedora assente na pluralidade. Distantes parecem os tempos em que figuras históricas, como Viriato, se batiam contra influências externas em nome de uma soberania a evitar o progresso da civilização romana. Paralelamente, entidades como a FIFA demonstram frequentemente que a lógica de mercado se sobrepõe a quaisquer outros valores, obedecendo a todos-poderosos, revelando um pragmatismo que, se não surpreende, pelo menos expõe de forma clara as suas prioridades.

A nível interno, assiste-se a uma resistência sistemática a reformas estruturais, quer no plano laboral, quer na justiça ou na educação. Numa era dominada pela transição digital e pela inteligência artificial, subsiste uma persistente relutância em abandonar métodos tradicionais, como as avaliações escolares físicas em papel, não se dispensando os clipes e agrafes, revelando o descompasso entre a velocidade do progresso tecnológico e a inércia institucional. Somos avessos a reformas e as entidades corporativas e sindicais impõem-se a quem ouse desafiar o status-quo.

Por outro lado, deparamo-nos com paradoxos inquietantes: enquanto as farmácias nacionais e seus utentes sofrem com a escassez de determinados fármacos, enviam-se toneladas de ajuda humanitária para países como a Venezuela, uma nação historicamente rica em recursos naturais e petrolíferos. Embora o espírito solidário português perante crises humanitárias seja inegável e louvável, ao qual muitos, de forma altruísta, se associam, como eu na justa medida, gera-se uma inevitável reflexão sobre a eficácia de apoios dirigidos a Estados e a povos que não se ajudam, que falham persistentemente na sua própria governação e autossuficiência.

Ao nível da gestão local, observa-se frequentemente uma canalização desproporcionada de fundos públicos para eventos de lazer e festivais, festas e festarolas, em detrimento do investimento em infraestruturas básicas e duradouras. A escassez de água, como agora em Almada, é o reflexo directo desta fragilidade de planeamento. Mesmo em regiões onde o abastecimento ainda se assegura, como no nosso concelho, o custo do recurso atinge valores exorbitantes, dos mais caros no país, enquanto ainda persistem habitações desprovidas deste bem essencial. A concessão gere-se apenas pelo objectivo de lucro, quanto mais, melhor. 

No âmbito comunitário, o investimento de somas avultadas em espectáculos artísticos associados a festividades locais, como ainda agora numa freguesia vizinha,  em que alguém estourará qualquer coisa como cem mil euros, em nome de uma santa, duvidando eu que ela aprovasse tal gasto, levanta dúvidas morais sobre as prioridades colectivas, parecendo contradizer o próprio espírito de sobriedade que deveria nortear tais celebrações. No entanto, prevalece frequentemente a máxima clássica do "pão e circo", onde o direito individual ao usufruto do próprio capital legitima qualquer opção de despesa. Além do mais, que importa questionar quem decide gastar o seu dinheiro desta forma e não de outra mais louvável? Responderão que "o dinheiro é meu, queimo-o como quiser". E com razão.

Em suma, enfrentamos uma época de transição e incerteza. A erosão de critérios éticos e de valores de referência parece sugerir que a sociedade contemporânea carece de um fio condutor ou de propósitos colectivos de longo prazo. Ao preterirmos as referências espirituais, humanistas ou metafóricas em favor de um imediatismo puramente material, corremos o risco de viver o presente como se não houvesse amanhã, abdicando da construção de um legado sólido para as gerações vindouras.

13/07/2026

Festa do Viso 2026 - Cartaz (não oficial)

 





Os presentes cartazes, são apenas meros exercícios gráficos. Sendo um tema que me agrada, o design e elaboração de cartazes, partilho-os aqui, apenas como simples exercícios.
Do cartaz oficial da nossa festa, já divulgado pela laboriosa Comissão de Festas, podendo, ou não, ser do nosso agrado, apenas fico triste pela omissão da referência à freguesia de Guisande e à troca da figura do Santo António. Não havia necessidade. O resto, são opções gráficas que se respeitam mesmo que, eventualmente, não se apreciem.