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28/09/2026

Clarificação dos limites da freguesia de Guisande

Na próxima Quarta-Feira, dia 30 de Setembro, pelas 20:30 horas, vai reunir a Assembleia de Freguesia de Guisande.

Entre os pontos habituais de aprovação da acta anterior, informação sobre as actividades da Junta de Freguesia e situação financeira, o ponto 3 prevê a apreciação, discussão e votação de moção sobre as conclusões do estudo elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Assembleia, acerca dos limites da freguesia de Guisande.

A Assembleia de Freguesia indicou o meu nome para fazer parte do grupo de trabalho para elaborar o relatório e recomendações que agora vão a apreciação.

Confesso que era minha vontade não fazer parte, e a quem me convidou com antecedência, tinha manifestado a intenção de não participar. Não obstante, o meu nome lá foi apresentado e escolhido.

Apesar desta situação, que não desejava, pela consideração que tenho pela Assembleia e por todos os seus membros, entendi não desconsiderar e lá acedi a apresentar ao grupo a versão do relatório segundo o meu entendimento da situação quanto à clarificação dos limites de freguesia em alguns pontos.

Repito, é o meu entendimento e do que resulta dos meus conhecimentos. Não tem de ser a versão oficial. Outros, mesmo que fora do grupo de trabalho, poderão ter outras opiniões e dados e factos que desconheço.

A minha reserva em aceitar, decorre precisamente de saber que nestas coisas nem sempre há concensos e tantas vezes se tiram conclusões erradas, precipitadas e com base apenas em percepções e achismos. Além do mais já tenho "dado para certos peditórios", com boa vontade e amor à causa, e por vezes a paga tem sido alguma desconsideração. Daí que, tantas vezes, seja melhor ficar de fora. Adiante!

Por conseguinte, serve este apontamento para dizer que é o meu simples contributo e apenas isso. Se virá ou não a ser considerado bem como a partir dele adoptadas as recomendações, é assunto que já me escapará.

Apesar disso, acho que, de modo particular quanto à situação com a freguesia de Caldas de S. Jorge, na zona do lugar de Azevedo, alguma coisa deve ser feita para chamar "o seu a seu dono", mesmo que em versão minimalista face aos limites históricos, mesmo que por mais transtornos que possam causar a alguns. Reclamar e tomar posse do que é nosso não deve ser encarado como coisa menor. Pelo contrário, dar sinais opostos, de ambiguidade, cedência e algum laxismo, é que não ajuda.

A morte saíu à rua


Ontem à tarde, cerca das 15:30, ocorreu um grave acidente na Estrada Nacional 223 (Rua do Comércio), em Lobão, no limite com Fornos, junto à ex-discoteca Hollywood. Passei pela Rua de S. Miguel e vi ao cimo o aparato de gente. Não fui ver mas soube depois que resultou a morte de um jovem, da zona do Porto, ainda feridos graves, e terá envolvido quatro carros, dois de amigos que se seguiam.

As circunstâncias já terão sido apuradas mas ainda desconhecem-se com rigor. Do que se diz, terá sido resultado de uma corrida (picanço) entre amigos, que de forma totalmente irresponsável colocaram a sua vida em perigo - como, infelizmente, aconteceu - mas também a de terceiros que íam sossegadamente na sua vida, no caso um carro de família onde até seguiria um bébé de 3 meses, que teve ferimentos ligeiros.

O trânsito que vinha de sul para norte estava a ser desviado pelo Rua Moderna, que tem um STOP no entroncamento coma Rua de S. Miguel. Ora quando eu vinha para casa, do lado de Canedo, faltou pouco para ser abalroado por uma condutora que não respeitou o sinal de paragem obrigatória e que vinha a falar ao telemóvel com este preso entre o ombro e o rosto. Antevendo a situação, consegui parar, apontei-lhe o sinal e, com cara de parva, lá continuou na conversa como se nada fosse. Siga!

De facto, impressiona a irresponsabilidade de tantos que andam na estrada. Um deslize, um erro, uma desatenção acontece a todos, mas que se podem menorizar quando em velocidades de acordo com as regras, mas as coisas andam perigosas e nem os números fatídicos de acidentes demovem os condutores com o pé pesado e a cabeça vazia.

Os motards até vão a Fátima benzer os capacetes, mas a benção deveria ser para as atitudes e mentalidades. Os automobilistas, esses, alguns, pensam que conduzem em pistas de Fórmula 1, ignorando regras e sinalização. 

Nesta onda de pressas e acelarações, a Rua Nossa Senhora de Fátima, no lugar da Gândara, tem sido pista de alta velocidade para muitos, de carro ou mota, novamente colocando-se em risco, a outros condutores e mesmo peões. 

Parece-me que vai sendo tempo da Junta de Freguesia e Câmara Municipal pensarem em colocar ali umas lombas ou outras acções que obriguem à redução da velocidade. Já sabemos que os sinais e as regras pouco valem para esta gente estúpida.

Infelizmente as coisas estão assim. Irresponsabilidade ao máximo, cumprimento das regras de trânsito e de civismo ao mínimo. 

Uma morte lamenta-se sempre, sobretudo de um jovem, mas lamenta-se mais que, desconsiderando as suas, coloquem a vida dos outros em risco. 

Prenda de Natal a Jesus

O Jorge Jesus é tão bom treinador quanto a dizer uns disparates. Ontem no rescaldo do Noruega - Portugal, para a Liga das Nações, a valorizar a vitória tangencial e sofrida, mas importante, comentou que a nossa selecção venceu uma das melhores cinco selecções europeias, que a Noruega não era o Azerbaijão ou o Luxemburgo. 

De uma assentada, desprestigiou aquelas duas selecções. Mas, se estava nessa onda, poderia ter dito que o guarda-redes viking, Nyland, esse foi um desastre e nem na selecção de São Marino tinha lugar no banco. Foram várias as asneiras e uma delas, uma especial oferta de Natal que deu o golo da vitória a Portugal. Não fosse isso...

Por conseguinte, Jesus já não espanta, mas já tem idade para tentar entender o significado de coerente. Se não consegue, pelo menos que se cale.

Mas, louve-se-lhe a coragem de manter Ronaldo no banco. Podia dispensá-lo da convocatória, mas isso já era pedir muito.

27/09/2026

Guisande - Outubro - Mês Missionário - Reza diária do Terço

Conforme habitual, na paróquia de Guisande decorrerá o Outubo - Mês Missionário, pelo que vai realizar-se a reza diária do Terço. Será na igreja matriz.

Para além das orações pelas Missões, rezar-se-á pela paz no mundo, em resposta à convocatória do Papa Leão XIV, hoje, em Lourdes - França, a  todas as comunidades católicas para a recitação do Rosário durante o mês de outubro, visando travar a atual escalada global de conflitos armados.

“Hoje, como se estivesse a receber esse pedido, convido todos os fiéis e todas as comunidades cristãs a rezarem o Santo Rosário durante o próximo mês de outubro, com a intenção especial de que cessem as guerras e que a paz se instaure entre os povos em conflito”, disse, antes de recitar o ângelus no final da Missa a que presidiu esta manhã.

Leão XIV evocou a mensagem deixada nas aparições marianas do século XIX, na localidade francesa, e pediu que todos acompanhem a oração “com atos concretos de penitência e misericórdia, com o compromisso de promover sempre o diálogo e a reconciliação”.

[fonte: Eclesia]

O primeiro executivo da Junta de Freguesia de Guisande após o 25 de Abril de 1974

Fotografia em destaque
O início da democracia no Poder Local

As primeiras eleições livres e democráticas para os órgãos de poder local, Assembleias Municipais, Câmaras Municipais e Assembleias de Freguesia, ditas Eleições Autárquicas, ocorreram em 12 de Dezembro de 1976.
Na freguesia de Guisande, o universo eleitoral registou um total de 672 eleitores inscritos.
O acto eleitoral contou com 500 votantes, o que traduz uma taxa de participação de 74,40%, ao passo que a abstenção se ficou pelos 172 votantes, correspondendo a 25,60%.
Do total de votantes, contabilizaram-se 2 votos em branco (0,40%) e 4 votos nulos (0,80%).
Em termos de distribuição de votos por partido na freguesia, o PPD/PSD obteve 278 votos, o que representa 55,60% e lhe garantiu 5 mandatos.
Seguiu-se o PS com 105 votos, equivalentes a 21,00% e 1 mandato, e o CDS com 75 votos, correspondendo a 15,00% e 1 mandato.
A força política GDUPs alcançou 36 votos (7,20%), não conseguindo obter mandatos.
Mercê dos resultados, o PPD/PSD conseguiu maioria e com isso formou o executivo da Junta de Freguesia, que ficou formado por Higino Gomes de Almeida, presidente, Avelino de Sousa, secretário, e Fernando de Almeida Anunciação como tesoureio.
Com a tomada de posse, cessou funções a Comissão Administrativa formada por Marinho de Oliveira Mota, António Correia Pinto e António Ribeiro da Silva, que exercia funções desde a exoneração da Junta de Freguesia anterior à revolução de 25 de Abril de 1974.
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Nota: Na foto dos elementos da referida Junta, apenas a figura de Fernando de Almeida Anunciação será mais próxima da idade com que foi eleito. Dos demais elementos, Higino Almeida e Avelino Sousa, apresentam maior idade.

Espectáculos e imoralidade


Já o disse e escrevi e volto a dizer e a escrever: Parece-me um exagero e até imoral, que neste nosso país, muitos municípios, através das suas Câmaras, gastem verbas oxorbitantes do erário público em espectáculos e concertos musicais. Mesmo algumas juntas de freguesia, sempre a "cagar e a tossir" de dificuldades, não se coibem dos seus gastos nesta matéria.

É consultar a plataforma de contratos públicos para se ter uma noção do esbanjamento.

Podem dar as explicações que bem entenderem, mas é imoral  e um paradoxo, porque, na generalidade, apesar dessas festas e festarolas, continuam a existir carências em coisas bem mais essenciais ao dia a dia dos munícipes. Em todo o lado há ruas esburacadas que mais parecem caminhos de cabras, passeios danificadaos e transformados em ratoeiras, lixos depositados em caminhos, habitações ainda sem redes de água e saneamento, etc, etc.

Não osbtante, os responsáveis sabem do que a casa gasta e do que o povo gosta, e esbanjar dinheiro desta forma apresenta um saldo positivo em popularidade e até votos em tempos de eleições. Os que se indignam a reclamam, como eu, são poucos e por conseguinte, colocando-me também no rebanho, acho que, no fim das contas, temos o que merecemos.

23/09/2026

Laurindas em Guisande




Neste apontamento, também publicado no Facebook no grupo privado "Guisande: Ontem e hoje" partilho alguns dados genealógicos sobre algumas Laurindas na nossa freguesia. 

Mais terão existido, certamente, mas é destas que de momento me recordo ou tenho elementos pesquisados.


1. Laurinda Henriques Baptista – Estôze

Nasceu em Lobão no dia 14 de Dezembro de 1886. Faleceu em Guisande em 28 de Outubro de 1974.

Filha de Manuel Alves de Pinho, moleiro, de Fiães, e de Inácia Henriques Baptista, do lugar do Candal – Lobão.

Em 22 de Dezembro de 1910, casou com Tomás Custódio Gonçalves, nascido em 18 de Setembro de 1889. Viveram em Estôze – Guisande.

De filhos: Anselmo, Maria Orlanda, Maria Terezinha, José, Maria da Conceição, Cristina, Maria Adelaide, Luíz e Maria Isaura.


2. Laurinda – Casaldaça

Nasceu em 25 de Outubro de 1905.

Filha de Manuel António da Mota e Eusébia Henriques de Jesus.

Neta paterna de Eusébio António da Mota e Emília Rosa de Jesus.

Neta materna de José Ferreira Coelho e Maria Henriques de Jesus.

Entre outros e outras, era irmã da Gracinda, que casou com Firmino Alves dos Santos, tendo vivido em Gândara – Guisande.

Casou com António dos Anjos Moura, de Fregim – Amarante, e, depois de viúva, casou em segundas núpcias com José Maria Vieira, de Medas – Gondomar.


3. Laurinda – Quintães

Nasceu em 2 de Janeiro de 1908, em Quintães.

Filha de mãe solteira, Rosa Gomes da Conceição.

Neta materna de António Caetano de Azevedo e Maria Gomes da Conceição.


4. Laurinda – Quintães

Nasceu em 6 de Fevereiro de 1908.

Filha de José dos Santos Júnior e Carolina Joaquina dos Santos.

Casou em 7 de Fevereiro de 1943 com Américo Pereira Gomes, em S. Paulo – Brasil.

Neta paterna de José dos Santos e Maria de Jesus.

Neta materna de José Leite Ribeiro e Maria Joaquina dos Santos.


5. Laurinda Gomes da Conceição – Quintães

Primeira filha de nome, de Justino da Conceição Azevedo e Rosa Gomes de Almeida.

Nasceu em 17 de Janeiro de 1909.

Neta paterna de António Caetano de Azevedo e Maria da Conceição.

Neta materna de Maria Gomes de Almeida.

É ainda referido que, na família, existiu outra Laurinda Gomes da Conceição, nascida posteriormente, em 1933, também filha de Justino da Conceição Azevedo e Rosa Gomes de Almeida.


6. Laurinda Moreira de Resende – Igreja

Nasceu no dia 20 de Novembro de 1917.

Era filha de Manuel da Costa Moreira, de Goim – Romariz, e de Maria da Conceição Leite de Resende, do lugar da Igreja – Guisande, que casaram em 14 de Junho de 1916.

Casou com o Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva, em 18 de Fevereiro de 1943.

O Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva nasceu em 26 de Novembro de 1911 e faleceu em 20 de Outubro de 1989, por isso com quase 78 anos de idade.

Era filho de Manuel Inácio da Costa Silva Júnior, da freguesia de Pigeiros, do lugar da Aldeia, e de Ermelinda Baptista de Pinho, de Guisande, do lugar do Outeiro, da Casa da Quintão, que casaram em 19 de Julho de 1889.

Do casamento do Dr. Joaquim Inácio com D. Laurinda nasceram vários filhos, nomeadamente Manuela, Odete, Alcina, António, Maria José e Manuel Inácio.

A mãe de D. Laurinda, Maria da Conceição Leite Resende, era filha, terceira do mesmo nome, de Bernardo Leite Resende e de Margarida Rodrigues Pereira, de Fiães.

Maria da Conceição Leite Resende nasceu em 20 de Agosto de 1883 e faleceu em 14 de Dezembro de 1956. Era neta materna de José Leite de Resende e Teresa Maria de Jesus e neta paterna de João Pereira e Josefa Rodrigues de Oliveira.


7. Laurinda da Conceição Azevedo – Fornos

Nasceu em 6 de Junho de 1925 e faleceu em 18 de Novembro de 2020, com 95 anos.

Filha de Aníbal Azevedo da Conceição e de Francelina da Conceição Oliveira.

Neta paterna de António Caetano de Azevedo e Maria da Conceição.

Neta materna de Joaquim Gomes de Almeida e Maria Rosa de Oliveira.

Casou em 28 de Janeiro de 1945 com António Ferreira Alves.

Viveram no lugar de Fornos.

De filhos, Joaquim Fernando, Serafim, Maria Isaura, Aníbal, Maria Goreti, Maria de Fátima, Maria Fernanda e António Alcino.


8. Laurinda Gomes da Luz – Cimo de Vila

Minha tia paterna.

Nasceu em 5 de Fevereiro de 1930. Faleceu com 96 anos de idade, em 22 de Março de 2026.

Era a segunda de nome, pois antes dela houve uma irmã nascida em 11 de Dezembro de 1926, que faleceu com 16 meses de idade.

Filha mais nova de Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Luz.

Neta paterna de Raimundo Gomes de Almeida e Delfina de Oliveira.

Neta materna de José Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Conceição de Jesus.

Os irmãos eram: José, Joaquim, António, Manuel, Delfina e Celeste.

Em 10 de Setembro de 1959, casou com Avelino de Sousa, do lugar da Teixugueira – Lobão. De filhos, a Maria do Céu, o Carlos Alberto e Elsa Maria.


9. Laurinda da Silva Baptista – Barrosa

Nasceu em 7 de Abril de 1933 e faleceu a 11 de Março de 2022, com 88 anos.

Casou com José da Costa Faria.

Viveram no lugar da Barrosa.

De filhos: Álvaro, Maria Emília, Maria Glória, Maria Amélia, António Fernando, Maria Celeste, Maria de Lurdes, Maria de Fátima e Manuel Joaquim.


10. Laurinda Gomes da Conceição – Quintães

Segunda filha de nome, de Justino da Conceição Azevedo e Rosa Gomes de Almeida.

Nasceu a 13 de Agosto de 1933 e faleceu solteira em 5 de Setembro de 2016.

Neta paterna de António Caetano de Azevedo e Maria da Conceição.

Neta materna de Maria Gomes de Almeida.

O seu pai, Justino, nasceu em 15 de Fevereiro de 1898 e faleceu em 31 de Dezembro de 1945. Tinha, pois, a Laurinda 12 anos quando lhe morreu o pai.

Teve como irmão David Azevedo da Conceição, que nasceu em 27 de Março de 1921 e que casou em 12 de Outubro de 1941 com Maria da Conceição Francisca da Costa.

Ainda teve vários irmãos, nomeadamente:

Maria Gomes da Conceição, Laurinda Gomes da Conceição (1.ª de nome), António Azevedo da Conceição e Maria Rosa Gomes da Conceição.


11. Laurinda Ferreira dos Reis – Cimo de Vila

Nasceu em 8 de Janeiro de 1934 e faleceu em 22 de Janeiro de 2015.

Filha de Adelino Ferreira dos Reis e de Albertina Rosa de Jesus.

Casou com Joaquim Pereira dos Santos, nascido em 23 de Outubro de 1933 e falecido em 16 de Junho de 2022, filho de pai incógnito e de Joaquina Pereira dos Santos.

Viveram em Cimo de Vila.

Tiveram vários filhos: Adelino, Manuel, Serafim, António, Carlos Alberto, Joaquim, Alcino, Jorge, Alcides Jerónimo e Celina.

12. Laurinda Angélica.

Natural de Milheirós de Poiares, vive em Estôze.

Viúva de Fernando de Almeida Anunciação.

13. Laurinda Leite de Resende – Leira

Data de nascimento não indicada.

Filha de Manuel Leite Ribeiro e Bernardina Rosa de Jesus, de Duas Igrejas – Romariz.

Casou com Inácio José da Silva, com quem viveu no lugar da Leira.

De filhos: Maria da Anunciação, Bernardina, Madalena, Manuel José, António, Margarida, Carmindo e Inácio.


14. Laurinda da Conceição - Cimo de Vila 

Conhecida como Laurinda do Fonseca, nasceu a 11 de março de 1924. Era irmã do meu avô materno, Américo José da Fonseca, e ainda de Justino, Alexandrino, Joaquim e Manuel.

Era filha de Raimundo José da Fonseca e de Margarida da Conceição.

Era neta paterna de António José da Fonseca e de Maria de Oliveira, do Carvalhal (Romariz), e neta materna de António Caetano de Azevedo e de Maria da Conceição, do lugar das Quintães.

Laurinda casou, a 29 de janeiro de 1944, com Alexandre Ferreira de Almeida, conhecido como Alexandre do Moleiro. Alexandre nasceu a 25 de junho de 1924 e era filho de Domingos Ferreira Gomes de Almeida e de Emília Rosa de Jesus, do lugar da Barrosa.



15 - Laurinda dos Santos Silva - Cimo de Vila
Nasceu em 4 de Setembro de 1946. 
Filha de Domingos Pereira da Silva e Gracinda Amélia dos Santos.
Neta paterna de Manuel Pereira da Silva e Bernardina Pereira de Jesus.
Neta materna de Serafim Francisco Alves e Maria Amélia dos Santos.
Casou em 1 de Agosto de 1963 com Joaquim Soares Bandeira. Viveram em Duas Igrejas - Romariz.


Quanto ao que se possa dizer sobre o significado do nome Laurinda:


Laurinda é um nome feminino de tradição portuguesa, associado etimologicamente ao universo de Laura e do loureiro, árvore que, desde a Antiguidade, se tornou um dos mais conhecidos símbolos de vitória, honra e glória.

A origem mais tradicional relaciona Laurinda com o nome Laura, proveniente do latim laurus, palavra que significa “loureiro” ou “louro”. Na cultura greco-romana, os ramos de loureiro eram utilizados para confeccionar coroas oferecidas a vencedores, poetas e figuras distinguidas, tornando-se símbolos de triunfo, reconhecimento, prestígio e glória. Por essa associação simbólica, o nome Laura — e, por extensão, nomes relacionados com a mesma raiz — passou a evocar ideias como “a vitoriosa”, “a que triunfa” ou “a coroada de louros”.

Quanto à formação de Laurinda, algumas fontes populares de onomástica apresentam o nome como uma combinação ou aproximação de Laura e Linda, atribuindo-lhe, nesse sentido, uma interpretação simbólica como “bela e triunfante” ou “belo loureiro”. Esta leitura, contudo, deve ser entendida como uma interpretação do significado do nome e não necessariamente como uma explicação etimológica consensual.

O elemento Linda, por sua vez, está associado em português ao adjetivo “linda”, no sentido de “bela”, “bonita” ou “formosa”. A sua história etimológica é, porém, mais complexa, existindo diferentes hipóteses acerca da sua origem e da sua relação com outros nomes, como Olinda e Belinda.

Assim, numa interpretação simbólica, Laurinda pode reunir dois campos de significado particularmente expressivos: de um lado, o loureiro, associado à vitória, à honra e à glória; de outro, a ideia de beleza e formosura. O resultado é um nome tradicional que pode ser poeticamente interpretado como “a bela e vitoriosa”, “a que traz a glória do loureiro” ou “a coroada de louros”.

Simbolismo do nome Laurinda

O loureiro desempenha um papel importante nesta interpretação. Na Antiguidade, a coroa de louros era um sinal de distinção e reconhecimento. Mais do que representar apenas uma vitória, simbolizava a honra conquistada, a excelência e a permanência da glória. Por isso, a associação de Laurinda ao loureiro permite atribuir ao nome um simbolismo ligado à força, dignidade, perseverança e triunfo.

A dimensão de beleza associada a “Linda” acrescenta uma segunda vertente simbólica, tornando possível uma leitura que combina beleza e força, elegância e determinação, ou delicadeza e coragem.

Laurinda e Laurindo

A forma masculina correspondente é Laurindo, nome pertencente à mesma família onomástica. Ambos preservam a ligação tradicional ao universo de Laura, Laurus e do loureiro, embora as formas e a evolução histórica dos nomes devam ser consideradas separadamente.

Formas carinhosas

Entre as formas afetivas que podem ser utilizadas para Laurinda encontram-se Lau, Lauri, Lari, Lara e Linda, embora a escolha do diminutivo dependa naturalmente da tradição familiar e do contexto linguístico.

Em resumo

Laurinda é um nome de forte valor simbólico. Associado tradicionalmente ao loureiro, remete para vitória, honra, glória e distinção; quando relacionado ao elemento “Linda”, acrescenta-se a ideia de beleza e formosura.

Por isso, numa interpretação simbólica e poética, o nome Laurinda pode ser entendido como:

“a bela e vitoriosa”, “a coroada de louros” ou “aquela que traz a glória e a beleza”.

Mais do que um simples significado literal, Laurinda carrega, assim, uma tradição simbólica ligada à beleza, à dignidade, à perseverança e ao triunfo.