" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

12/08/2026

Criancices e exageros?


Sinceramente! Compreendo a curiosidade das pessoas, sobretudo aquelas que pouco percebem de astronomia e das singularidades dos astros. Mas toda esta febre à volta do acontecimento do eclipse solar que será visível no nosso país nesta quarta-feira, e de modo total numa faixa que abrange a zona do Montesinho em Trás-os-Montes, parece-me algo infantil ou, pelo menos, exagerado. Todo o frenesim à volta dos óculos xpto, recomendáveis, é de loucos. Parece que vamos ser invadidos por marcianos. No meu trabalho ouço a rádio e tem sido um excesso sobre o assunto. Fora isto, as nossas crianças podem passar horas e horas com os olhos fixos no telemóvel ou televisão que poucas preocupações parece inspirar com as consequências para a sua visão. Usar óculos em tenras idades, sendo uma fatalidade, já parece moda.

É certo que é um fenómeno impressionante,  a que poucas vezes se assiste ao natural (no nosso país a última vez terá sido em 1912), mas daí até esta febre à volta dos óculos e até deslocações para Trás-os-Montes, só para ver a coisa a 100% em vez de 99, 98 ou 95, parece algo irracional. Está visto que somos de modas, de tendências e vamos todos, como maluquinhos, uns atrás dos outros. Um dia dirão: - Eu estive lá!

Sinceramente, para quem não é cientista e procura ver mais além do que o óbvio, e hoje em dia já muito sabemos, não vejo o que de fantástico se possa ver olhando directamente para a lua a tapar o sol. Todos perceberemos que ficará mais escuro, e até com pouco impacto ou menos estranheza já que ocorrerá ao findar do dia. Será assim um crepúsculo adiantado. Não será caso para tanto. As minhas galinhas devem ir para a capoeira à mesma hora.

Mas andam todos a alertar e a comunicação social consulta médicos, oftalmologistas, astrónomos, bruxos e adivinhos e tudo o mais que pareça gente entendida no óbvio. Cuidado! Não olhe directamente para o astro rei, não se aproxime de um poço porque pode cair, não ande à chuva se não molha-se, não atravesse à frente de um carro ou comboio porque será abalroado, não coma nem beba remédio dos ratos porque pode morrer nem beba uma garrafa de Porto porque pode ficar bêbado como um carro.

Parece e é: somos todos tratados como criancinhas. Mas com razão, porque de facto, agimos como tal.

Por mim, não me preocupei com óculos nem com filtros para a máquina fotográfica. Limitar-me-ei a ver o óbvio: Vai ficar escuro, um pouco mais cedo, durantes uns largos minutos. Fantástico! No resto, até será no hora em que habitualmente vou caminhar ou correr. Nada muda. Espero, pelo menos, que fique mais fresco.

Mas isto sou eu, que vejo mais deslumbramento no pôr-do-sol visto do Outeiro ou Viso ou no mar de Espinho. Ignorem-me! Façam como a maioria:  Não percam a oportunidade e usem, de facto, os óculos com que tanto interesse e cuidado já compraram. Disfrutem e tirem as habituais fotos (com filtros ou sem olhar directamente) e amanhã inundem as redes sociais com elas. Será um momento único. Ficamos todos à espera das experiências dos novatos na astronomia. 

Cuidem-se e sejam felizes!

A badalhoquice não tira férias


O mesmo cenário em outros pontos da freguesia e mais além. A badalhoquice não tira férias porque os badalhocos, também não. Limpam as suas casinhas e cagam na dos outros, na de todos nós. 

Urge, pelas autoridades, fazer qualquer coisa. Já não é só a continuada falta de civismo e má educação: é já uma espécie de vandalismo social e ambiental. 

Para além de tudo, mantêm-se os habituais focos de abandono de lixo diverso em caminhos. Alguns, mesmo depois de alertas com meses, continuam por resolver. É uma verdadeira viagem medieval ao tempo do obscurantismo e do fartar vilanagem. Estes postais não passam nas redes sociais, são ignorados, não colhem likes. A malta parece é gostar de coisas de faz-de-conta. Lidar com a realidade não é a nossa cena.

11/08/2026

Coisas que deviam fazer pensar

- Que nos seja negado o direito constitucional de livre acesso e circulação ao espaço público, numa zona nobre de uma vila ou cidade, durante quase duas semanas, a pretexto e favor de um evento de entretenimento.

Há quem ache isso normal e até aceite com um sorriso. Talvez os mesmos que dão as nádegas livremente à obrigação de uma vacina. Um dia destes aceitarão que lhes seja cravado nas orelhas um brinco identificativo, como se faz ao gado ou às ovelhas de um rebanho.

Apesar disso, são capazes, se os meterem num autocarro e lhes derem umas bandeiras e cartazes, de se juntarem numa manifestação em defesa dos direitos consagrados na santa Constituição ou contra a quem pretenda alterar, mesmo que pelas regras da democracia.

10/08/2026

Dia do padroeiro S. Mamede - 17 de Agosto de 2026

 

Na Segunda-Feira, dia 17 de Agosto, com Eucaristia solene às 19.00 horas. No final da misa sairá a procissão conforme o costume, pelo adro e alameda.

07/08/2026

Caminho dos Corgos


Caminhos dos Corgos, limpo

 


Finalmente foi limpo o antigo caminho dos Corgos, noutros tempos a principal ligação entre as freguesias de Guisande e Pigeiros. Na actualidade é muito utilizado por praticantes de BTT e mesmo em corrida (por mim próprio). Todavia, sobretudo no troço em Pigeiros, porque com mais humidade, os silvados já estavam a obstruir a passagem.

Segundo informações, terá sido da responsabilidade de uma brigada de limpeza florestal de Arouca em protocolo com a Câmara Municipal da Feira e respectiva Protecção Civil. Teve papel importante no pedido e apoio directo, a Junta de Freguesia de Pigeiros, apesar da maior parte do troço se localizar em território de Guisande. Bem haja!

Este caminho, teve, pois, uma importância no passado e por aqui, em atalho, passavam mercadores e mercadorias da zona vareira para o porto de Carvoeiro, em Canedo, para serem expedidos para a cidade do Porto, nomeadamente sal, cal e telhas. 

Mesmo pelo final da década de 1930 e princípio da seguinte, era por este caminho que, diariamente, o antigo pároco de Guisande, Pe. Francisco Gomes de Oliveira, percorria entre Guisande e Pigeiros, no tempo em que acumulou a paroquialidade de ambas as freguesias. Também por ali, na parte de Guisande, entre a Leira e Estôze, pelo século XVIII existiu um lugar chamado de Corgos, que grosso modo seriam três ou quatro casebres, de que agora não há vestígios. Nos velhos assentos paroquiais da nossa freguesia há referência a esse lugar e às famílias que ali moravam.

Importa agora, que ambas as Juntas recolham o muito lixo por ali depositado, bem como façam uma limpeza periódica de modo a não deixar a vegetação tomar proporções que depois obrigará a mais tempo, trabalho e, naturalmente, mais custos.

Entretanto, digo eu, deveria ser apresentada a conta aos proprietários confinantes.






















A capela do Viso pelo olhar e arte de crianças

 

Um inocente desenho da capela do Viso por crianças da escola primária. Foi rabiscado em 13 de Novembro de 2000, num trabalho de grupo pela Marcela, Inês e Liliana. Vão, pois, quase 26 anos.

Esqueceram-se da cruz no arco da sineta, mas é um pormenor. No resto está lá tudo, até a inscrição na fachada  referente ao centenário da capela aquando das obras de requalificação em 1969.

As informações dadas sobre a capela, são curiosas, algumas imprecisas e outras que não correspondem, mas convenhamos que seria demais exigir saberes de historiador a crianças. Apesar disso, à distância temporal, não deixa de ser uma interessante curiosidade.