Mais um Sábado, pleno de Verão e com temperaturas a condizer, e mais uma jornada de caminhada por trilhos deslumbrantes. Há quem pague para neles correr e até andavam por lá alguns, uns eremitas sofredores num sofrimento que dizem prazeroso, mas hoje, como sempre, caminhamos de borla, sem dorsais e sem chips nas canetas, porque a natureza oferece-se plena, sem cobranças para além do deslumbramento e da sua fruição.
Em rigor foi uma revisita a este trilho por terras altas de S. Pedro do Sul, em plena Serra da Arada, pois já o havíamos percorrido há alguns anos, então em altura de início de Outono. E basta esse desfazamento temporal para que tudo, sendo igual, se mostre tão diferente.
Começo e términus na bonita aldeia do Candal, alcondorada nas encostas moldadas pelos rios de Frades e Paivô, como pai e filho de águas límpidas e cantantes que se hão-de unir ao Paiva.
No final, o retempero não foi longe, na aldeia do Espinheiro, com uma vitela assada no forno e posta também de arouquesa. O tempo pedia mais bebida que comida, mas tudo foi equilibrado e o ajuste de contas deu-se já na esplanada do Central em Mansores.
Boa jornada e com parte da habitual companhia mas também com novos velhos amigos. Um ou outro precalço, só para marcar na memória, e não fosse dia de S. João, 24, poderia ser uma qualquer Sexta-Feira 13, mas aí teríamos que ir a Montalegre dar conta das bruxas.
Na Fraguinha, o tempo era de festa e ficamos a saber (sempre a aprender) que há uma comunidade cabra, onde se juntam elas e eles, os cabrões, numa de love and peace. Um cheirinho a charros de alecrim e alfazema, daquelas que inebriam, misturado com cheiro a chulé e a sovacos, porque a noite foi longa e hoje há mais do mesmo. Tal como o Natal, Woodstock pode ser sempre que um homem e mulher quiserem. A coisa não fica barata, pois não, mas para estes trabalhos a malta sacrifica-se: Além do dinheirinho, umas xanatas nos pés, uma tshirt com o Che, cuecas nem precisa porque sempre são para tirar, e siga! Spunk, spunk, spunk!
No judgement land.